A abertura da rua de Pinto Bessa, consumada no último quartel do século XIX, acabou por trespassar a meio a estreita e tortuosa rua da Lomba. Esta partia da antiga estrada que seguia para Entre-os-Rios, hoje atual rua do Heroísmo, até à rua de Godim. Mais tarde, a fracção norte da rua retalhada passou a designar-se como rua de S. Rosendo, em memória do bispo de Dume nascido em S. Miguel do Couto (S. Tirso), em 907, e fundador de um dos mais célebres mosteiros beneditinos da Galiza, o Mosteiro de Celanova.
Em 19(…), na denominada rua de S. Rosendo, Vieira e Companhia requerem licença para a edificação de um conjunto de habitações e armazéns, sendo os responsáveis pela edificação o arquiteto Arménio Losa e o engenheiro civil António Augusto Guimarães Teixeira Rego.
Nascido em Braga, em 1908, e tendo sido aluno de Marques da Silva na Escola de Belas-Artes do Porto, Arménio Losa foi um ávido seguidor dos princípios modernistas da arquitetura europeia, especialmente de Corbusier, sendo a sua atividade marcada por uma postura eminentemente progressista e de rotura com a posição e pensamento tradicionalista do Estado Novo. Doutorado pela Faculdade de Engenharia do Porto com o tema Da Hidráulica, uma ciência experimental e teórica, António Augusto Guimarães Teixeira Rego participou em algumas das obras mais importantes decorridas na cidade do Porto em meados do século XX e escreveu algumas obras relacionadas com a engenharia civil.
O edifício carateriza-se por ser uma estrutura de caráter plurifuncional, onde o rés-do-chão foi pensado para servir como armazém e loja, enquanto o piso superior como habitação. É um conjunto constituído por 4 apartamentos, correspondendo cada entrada a duas habitações e cada uma constituída por 3 quartos, sala de jantar, cozinha, quarto de banho, despensa, arrumos e terraço. O imóvel é um exemplo no uso de materiais e técnicas modernas, tendo sido edificada em alvenaria, blocos de betão e cimento armado. Deve-se referir a preocupação pela segurança, sobretudo em caso de incêndio, pela existência de uma placa de betão armado que separa o rés-do-chão do 1º andar e o uso de material incombustível nas divisões interiores, para além de os dois grupos de habitação estarem divididos por um corta-fogo.
Na década de 70, o edifício, por falecimentos dos pais, passam para as mãos de Arlindo (…) e Armando (…), residentes em Fânzeres.